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História Pública e Estudos de Gênero

História Pública e Estudos de Gênero: itinerários para uma intersecção necessária

Claudia Priori [1]
Márcio José Pereira [2]

A História Pública não se constitui absolutamente em um novo campo de investigação, com uma metodologia única e objetivos intransigíveis, e sim em um espaço amplo de debate histórico, cujo grande esforço é defender uma história que não se reduza aos meandros acadêmicos, mas que seja feita para o público. Uma história com foco na ampliação das audiências e que entenda: os saberes e práticas produzidos fora do ambiente universitário são passíveis de investigação sem prejudicar a credibilidade científica e a responsabilidade da produção e circulação dos saberes históricos.

Nesse sentido, a História Pública possibilita inúmeras intersecções de teoria, metodologia e técnicas, agrega um universo interdisciplinar, amplia o fazer e o pensar histórico para além dos “muros” das teses e dissertações. Além disso, alcança os trabalhos de memória de participantes de movimentos sociais; as produções jornalísticas e empresariais; a história oral e a memória de entrevistados/as; as narrativas de grupos minoritários e as produções destes, como panfletos, jornais e outros materiais de difusão e conscientização de seus interesses sociais e políticos; os museus, patrimônios históricos, exposições artísticas e a arte produzida no underground; a internet, as redes sociais e o conteúdo histórico produzido por blogs, youtubers, sites de divulgação histórica e podcasts.

Por tantos eixos reflexivos, sentidos e itinerários possíveis de intersecções é que esta coletânea tem a proposição de agregar História Pública e os Estudos de Gênero. Dessa forma, consideramos receber artigos cujas reflexões perpassem por investigações vinculadas às relações de gênero, às histórias das mulheres, aos debates da teoria Queer, às discussões sobre os avanços e retrocessos das masculinidades, à popularização de saberes e práticas fora do âmbito acadêmico sobre movimentos de mulheres, da comunidade LGBTQI+ e das populações marginalizadas pelas suas identidades de gênero e/ou suas sexualidades. Outrossim, artigos que dialoguem sobre a popularização de arquivos, mídias, redes sociais e aplicativos que permitam pesquisas nessa perspectiva, em suma, mediações do passado e reflexões do presente que alcancem a publicização dessa temática tão relevante dentro e fora da academia.

Acreditamos, ainda, que o poder agregador da História Pública fomentará o recebimento de artigos vinculados a um público interdisciplinar muito diverso. Historiadores/as, sociólogos/as, psicólogos/as, pedagogos/as e investigadores/as da educação em todos os níveis, jornalistas, arti(vi)stas, museólogos/as, lideranças de movimentos sociais e divulgadores digitais autônomos, entre tantos outros.

Se tornar a História pública é uma decisão que cabe àqueles/as que a investigam, toda escolha que deseja ser consciente pressupõe de colaboração, de inclusão e de diálogo, desse modo, esta coletânea possui o intuito de problematizar questões fundamentais para a construção de saberes e práticas históricos que sejam mais democráticos, mais significativos a diversos públicos, e, sobretudo, que promovam todo tipo de emancipação.

Os capítulos devem ser encaminhados para o e-mail: editorderelacionamento@aeditorabrazil.com.br. Mais informações pelo mesmo e-mail ou pelo fone/whatsapp: 41 998079758- Valdemir Paiva

[1] Professora Adjunta do Curso de Licenciatura em Artes Visuais, da Universidade Estadual do Paraná, Campus de Curitiba II/FAP. Doutora em História (UFPR/2012). Docente no Programa de Pós-Graduação em Cinema e Artes do Vídeo, da Universidade Estadual do Paraná, Campus de Curitiba II/FAP. Docente no Programa de Pós-Graduação em História Pública, e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História/PROFHistória, da Universidade Estadual do Paraná, Campus de Campo Mourão. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Diversidade e Cultura (GEPEDIC/CNPq), da Universidade Estadual do Paraná. E-mail: claudia.priori@unespar.edu.br.

[2] Professor do Colegiado de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR/2017). Docente no Programa de Pós-Graduação em Ensino de História/PROFHistória, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Membro do Grupo de Pesquisa: Movimentos autoritários do século XX (UEM); do Grupo de Pesquisa: Intersubjetividade e pluralidade: Reflexão e sentimento na história (UFPR), e do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Diversidade e Cultura (GEPEDIC/UNESPAR ).

[1] Professora Adjunta do Curso de Licenciatura em Artes Visuais, da Universidade Estadual do Paraná, Campus de Curitiba II/FAP. Doutora em História (UFPR/2012). Docente no Programa de Pós-Graduação em Cinema e Artes do Vídeo, da Universidade Estadual do Paraná, Campus de Curitiba II/FAP. Docente no Programa de Pós-Graduação em História Pública, e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História/PROFHistória, da Universidade Estadual do Paraná, Campus de Campo Mourão. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Diversidade e Cultura (GEPEDIC/CNPq), da Universidade Estadual do Paraná. E-mail: claudia.priori@unespar.edu.br.
[2] Professor do Colegiado de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR/2017). Docente no Programa de Pós-Graduação em Ensino de História/PROFHistória, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Membro do Grupo de Pesquisa: Movimentos autoritários do século XX (UEM); do Grupo de Pesquisa: Intersubjetividade e pluralidade: Reflexão e sentimento na história (UFPR), e do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Diversidade e Cultura (GEPEDIC/UNESPAR ).

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