Tortura, injustiça e o
mais longo júri da
história brasileira.

Se você morou no Paraná durante a década de 1990, provavelmente conhece a história de Celina e Beatriz Abagge. Em julho de 1992, mãe e filha foram injustamente acusadas de orquestrar o sequestro e assassinar, em um suposto ritual de bruxaria, o menino Evandro Ramos Caetano. Sem julgamento, elas permaneceram ilegalmente presas por seis anos até serem absolvidas, em 1998, durante o mais longo júri da história do país, que totalizou 34 dias de duração. Em 2011, no entanto, Beatriz Abagge voltou a ser ré e foi condenada injustamente em um segundo júri – este durou apenas dois dias. Posteriormente em 2016, Beatriz obteve um perdão de pena pela justiça do Paraná.

Agora é a vez de Celina e Beatriz finalmente contarem sua versão definitiva do que realmente aconteceu: as torturas que levaram às falsas confissões, os anos de tormenta na Penitenciária Feminina do Estado do Paraná, as diversas tentativas frustradas de terem suas vozes ouvidas. Depois de quase trinta anos de luta contra as acusações e a descrença popular, “Malleus – relatos de tortura, injustiça e erro judiciário” chegou para recontar a história.

Beatriz e Celina Abagge
(mãe e filha)

O Livro

“Na manhã do dia 2 de julho de 1992, por volta das 7h30 da manhã, nossa casa foi fortemente cercada e invadida por policiais.” – assim começam os relatos de como duas mulheres inocentes tiveram suas vidas interrompidas.

Com o lançamento do podcast “Projeto Humanos: O Caso Evandro”, produzido e narrado pelo jornalista Ivan Mizanzuk, os questionamentos sobre as investigações voltaram à tona. A descoberta de fitas inéditas e sem cortes das confissões dadas em 1992 torna indiscutíveis os abusos cometidos pelos policiais responsáveis pelas investigações. Celina e Beatriz Abagge agora falam por si mesmas.

A Casa de Tortura
2 de julho de 1992
A prisão de Celina e Beatriz Abagge
3 de julho de 1992
O maior júri da história no Brasil
23 de março de 1998
Condenação de Beatriz Abagge ao cumprimento da pena de 21 anos
28 de maio de 2011
Concessão de prescrição de pena para Beatriz e indulto à Celina Abagge
17 de abril de 2016
Aparecimento das fitas (sem cortes) dos depoimentos feitos sob tortura
março de 2020
Lançamento do livro Malleus: Relatos de Injustiça, Totura e Erro Judiciário
maio de 2021

#torturanuncamais

O movimento “Tortura Nunca Mais” se originou no Rio de Janeiro, em 1985, com a proposta de defender e lutar pelos Direitos Humanos, principalmente em vista do sequestro, da tortura e do desaparecimento de presos políticos do período da Ditadura Civil-Militar brasileira. 

Em 1993, a Dra. Isabel Kügler Mendes – ativista dos Direitos Humanos e condição de presos no Paraná – criou o Dossiê “Tortura Nunca Mais?” a fim de estender as denúncias de tortura às injustiças cometidas contra os acusados de assassinar o menino Evandro. 

Hoje, o movimento é referência internacional na luta pelos Direitos Humanos, e o Dossiê teve um papel fundamental em sua disseminação. 

Clique abaixo para acessá-lo e compreender toda a sua importância.

Prefácio por
Ivan Mizanzuk

Celina e Beatriz Abagge são inocentes.

Essa deve ser a primeira frase estampada em um livro que trata das memórias sobre o que sofreram. Não deve haver espaço para dúvidas nisso, tampouco “ficar em cima do muro”. Há momentos em que as coisas devem ser ditas como são de fato, e esta é uma dessas ocasiões.


Dito isso, creio também ser importante estabelecer o lugar em que suas memórias ocupam nessa tragédia de tantas vidas.

Quer saber todos os detalhes e os relatos completos de toda a história?

Adquira “Malleus – relatos de tortura, injustiça e erro judiciário” e tenha acesso a informações inéditas para compreender um dos mais graves casos de tortura e prisão de inocentes – as quais foram silenciadas pela justiça, pela mídia sensacionalista e pelo seu próprio povo.

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Prefácio

por Ivan Mizanzuk

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