Céu, inferno e além: o pós-morte na história das religiões

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Os trabalhos abordam um leque bastante amplo que perpassa estudos revisionais da historiografia sobre morte e religião até ensaios muito específicos sobre a morte no espiritismo e nas religiões orientais. O “lugar dos mortos”, o cemitério também mereceu abordagem, da mesma forma que pontos particulares da religiosidade popular, a exemplo dos ex-votos do Divino Pai-Eterno.

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  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2020
  • Tamanho: 14x21 cm
  • Páginas: 298
  • ISBN: 978-65-5861-027-4
  • eISBN: 978-65-5861-028-1
  • DOI: 10.31012/978-65-5861-028-1

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Descrição

A morte não é uma temática nova, pois existem vários referenciais teóricos sobre ela, centrados na produção da historiografia francesa sobre as diversas atitudes e sensibilidades coletivas do homem diante do morrer. O que se sobressai nos artigos do livro, no entanto, é justamente a pontuação de um assunto pouco pesquisado pelos historiadores, a pós-morte, que implica a valoração filosófica e religiosa da formação do pensamento humano. Ao se debruçar sobre as inúmeras concepções da pós-morte de diversas religiões, este livro resgata as crenças e os costumes das grandes civilizações a respeito da morte e da pós-morte. Todas as religiões cultuam, de modos distintos, normas de vida para o bem viver e o bem morrer. Os múltiplos discursos da história religiosa justificam as concepções de suas práticas rituais, que também são culturais, dentro de cada temporalidade e de determinados poderes políticos preestabelecidos. Não temos, então, como não pensar na agudeza desses eventos humanos – citados nos capítulos deste livro por pesquisadores dos ensinamentos do cristianismo, do judaísmo, do islamismo, do hinduísmo, do espiritismo e das religiões afro-brasileiras –, e na importância dos cemitérios secularizados. Isso, evidentemente, sem deixar de visualizar as representações simbólicas que atestam a importância dessas etapas na vida do homem. A iconografia da morte faz-nos visualizar as xilogravuras da Ars Moriendi, obras medievais divulgadas nos séculos XIV e XV que retratam “a arte de morrer” cristã. O esqueleto humano tornou-se o símbolo da finitude da vida e é representada nas “danças macabras”, dentro de um imaginário popular carregado de ironia, crítica social e de bom humor.