Da sarjeta ao balão: a linguagem quadrinística e a formação de leitores com vontade de ler

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O livro Da sarjeta ao balão: a linguagem quadrinística e a formação de leitores com vontade de ler, de Patrícia Kátia da Costa Pina, discute a contribuição das adaptações quadrinísticas de textos literários canônicos brasileiros como espaço privilegiado para a formação do gosto pela leitura.

  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2020
  • Tamanho: 16x23 cm
  • Páginas: 92
  • ISBN: 978-65-86854-33-6
  • eISBN: 978-65-86854-26-8
  • DOI: 10.31012/978-65-86854-26-8

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Descrição

Este livro trata da relação entre a linguagem quadrinística, nas adaptações de clássicos da literatura brasileira, e o público leitor. Ao entrar no Ensino Fundamental II, a relação do adolescente com a Escola muda: o lúdico vai aos poucos desaparecendo e dando lugar à seriedade da preparação para o ENEM e para outros vestibulares. E o prazer de ler, de se reinventar pelo lido, é posto de lado, para que a garotada possa identificar marcas de um dado movimento literário, descrever a cena da página tal, apontar a métrica do poema X. É aí que perdemos os leitores: quando a leitura passa a ser aplicação de conhecimentos prévios. Ler não é isso. Ler é vibrar com a vitória de uma personagem, é chorar com uma cena difícil. A catarse aristotélica está na base da leitura produtiva. Está fundamentando o processo interpretativo. E a linguagem dos quadrinhos, como a dos filmes, é catártica, intensamente catártica. As adaptações quadrinísticas trazem para o universo dos adolescentes textos de mais de cem anos, que representam um Brasil antigo, com diferentes referências, com sociabilidades distintas. Fazem isso através das cores, dos traços, da organização das vinhetas, de suas formas, dos tipos de balões, da seleção de trechos relevantes nos textos de partida. Dão visibilidade a uma trama exclusivamente verbal. Brincam com as palavras e gritam em cada página: ler é bom, venham ver! Ao abraçar um volume de Literatura em Quadrinhos, o adolescente redescobre que ler é muito divertido. O adolescente “aprende” brincando.