De mulheres e casas: O espaço romanesco e patriarcal em Rachel de Queiroz

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Este livro contempla uma abordagem sociocrítica dos romances de Rachel de Queiroz – Dôra, Doralina (1975) e Memorial de Maria Moura (1992) – buscando refletir sobre como os espaços mais carregados de valores simbólicos, a terra e a casa, revelam e interpretam a evolução paradoxal da mulher na sociedade patriarcal, que se enraizou vigorosamente no Brasil rural, sobretudo no nordeste do país.

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  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2021
  • Tamanho: 14x21 cm
  • Páginas: 212
  • ISBN: 978-65-5861-327-5
  • eISBN: 978-65-5861-328-2
  • DOI: 10.31012/978-65-5861-328-2

Informação adicional

Peso 280 g
Dimensões 140 × 210 × 13 mm
Tipo do Livro:

E-book, Livro Físico

Autor(es):

Organizador(es):

Descrição

Wilma dos Santos Coqueiro apresenta ao público leitor importante trabalho sobre dois títulos da obra da escritora cearense Rachel de Queiroz (1910-2003): Memorial de Maria Moura e Dôra, Doralina. Este livro – fruto da dissertação de mestrado defendida na Universidade Estadual de Londrina (UEL) – discute como as relações entre os espaços, principalmente entre a terra e a casa, ajudam na constituição do caráter das personagens femininas (e, por que não?, das mulheres do cotidiano de nossa realidade nem sempre lírica). Assim, percorrendo a vivência destas personagens femininas tanto no século XIX quanto no século XX, Wilma dos Santos Coqueiro analisa as configurações de diálogos entre as protagonistas com um mundo rural, patriarcal, opressor, (quase) imutável. Talvez a questão principal levantada da leitura desta pesquisa seja: o conflito entre as personagens de Rachel de Queiroz e os espaços onde vivenciam as tramas é expressamente limitado ao âmbito “cearense e rural”, consoante destaca a autora em suas considerações finais, ou esse confronto transcende as páginas ficcionais para captar a configuração de um fato social? A resposta ajudará a entender que esta análise não é apenas “mais uma” entre tantos discursos científicos: é um alerta de que a ficção – por ser universal e atemporal – resgata-nos da imersão nos devaneios para questionarmos e denunciarmos as prisões simbólicas locais, temporais e identificáveis.

 

Vicentônio Regis do Nascimento Silva é Doutor em Literatura pela Universidade Estadual de Londrina.