Estudos africanos: abordagens e possibilidades heurísticas de uma área em construção interdisciplinar

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Esta obra reúne trabalhos monográficos e pesquisas em andamento sobre o continente africano. A intenção de reunir estes trabalhos foi mostrar os esforços de pesquisa, em perspectiva interdisciplinar, realizados desde a implementação da disciplina no curso de História da UFPR em 2013.

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  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2019
  • Tamanho: 16x23 cm
  • Páginas: 268
  • ISBN: 978-65-990565-0-5
  • eISBN: 978-65-990565-1-2
  • DOI: 10.31012/978-65-990565-1-2

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Na atualidade, o/a profissional que se debruça sobre a história da África devem lidar com alguns obstáculos oriundos dos regimes de verdades que definem a produção acadêmica. É neste circuito de transferências acadêmicas que se evidencia a falta de autonomia epistêmica para definir não apenas nossas próprias problemáticas históricas, mas também os nossos modelos heurísticos e de abordagens. Poder questionar os regimes de verdade que sustentam a produção de conhecimento em torno ao continente africano passa por apostar em um processo árduo de ressignificação crítica do lugar de enunciação epistêmico, mesmo reconhecendo que o próprio marco conceitual e os sistemas de categorização continuam sendo determinados pela ordem epistemológica ocidental. Construir uma consciência crítica em torno deste fato constitui um desafio coletivo de enormes proporções. Neste sentido, para que este esforço de historização dos processos constitutivos das sociedades africanas faça sentido, devemos provincializar o historicismo político que insiste em colocar o Estado como forma administrativa racional de organização política consolidada. Nesta perspectiva, a ótica de análise empregada pelos trabalhos neste livro pretende partir de um enfoque inverso, introduzindo os processos de mobilidade social e intercâmbio, processos associativos e regulação de conflitos, como elementos constitutivos destas sociedades, abrindo caminhos para que os processos mencionados possam ser entendidos como eventos que antecedem a conformação estatal – colonial e/ou moderna. Desta maneira, apostamos em uma perspectiva heurística que atente para o processualismo e à agência social necessários para a defesa da autonomia dos processos históricos referentes ao continente africano.