Ginga de Angola: memórias e representações da Rainha guerreira na diáspora

A partir de R$31,00

Você sabe o que significa Ginga? No Brasil todos conhecem essa capacidade de resistir, saber vencer os desafios, esse jogo de cintura que nos coloca em movimento constante e nos impede de cair. Saiba nesse livro, o que essa habilidade tem a ver com a rainha guerreira de Angola que viveu no século XVII e tornou-se símbolo da força africana e do poder feminino.

Limpar

  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2019
  • Tamanho: 16x23 cm
  • Páginas: 390
  • ISBN: 978-85-68419-79-3
  • eISBN: 978-85-68419-80-9
  • DOI: 10.31012/978-85-68419-80-9

Autor(es):

Organizador(es):

Descrição

A Rainha Ginga é a mais potente referência de resistência e poder feminino na África. Sua longa vida envolveu muitas guerras, acordos diplomáticos e sábias estratégias para garantir sua soberania e defender seu povo do crescente comércio de escravos em Angola no século XVII. Essa poderosa soberana manteve-se viva nas mentes e corações dos povos angolanos, atravessando mares e séculos. Discute-se nesta obra como o seu nome foi apropriado, ressignificado e transformado em Angola, ao longo do tempo, desde o processo de etnogênese, em que a etnia Jinga se configurou após a sua morte, passando pela literatura que ajudou a construir a identidade nacional angolana, até as políticas atuais, que institucionalizam seu papel como heroína. Hoje ela é exaltada como símbolo da resistência histórica dos africanos frente ao colonialismo.A memória da soberana viajou na diáspora, resistiu com seu povo e descendentes escravizados. No Brasil, seu nome está presente em várias manifestações culturais de origem africana: na capoeira que tem a Ginga como movimento essencial, em Congados de Norte a Sul do país, que traz narrativas tradicionais em que a guerreira de Matamba figura como personagem. A palavra Ginga é de notório conhecimento da população brasileira, com seus múltiplos significados. Neste livro refletimos sobre a capacidade dos povos angolanos em resistir de diferentes formas. A sabedoria da Ginga, em sua movimentação constante, funda uma nova forma de compreender e contar a história dos africanos no Brasil. É uma história inscrita no corpo, acompanhada por cantos e tambores, é a memória ancestral incorporada.