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Hegemonia e empiria histórica

A partir de R$31,00

Os estudos tradicionais de história priorizam um tipo de narrativa que muitas vezes se distanciam dos conceitos mediadores. De forma mais correta, assim como enfatiza Hayden White, sempre há algum “modelo” interpretativo subjacentes ao discurso histórico, mas o problema é que ele nem sempre está visível. Nesta obra, procura-se dar alguns exemplos de discursos históricos (interpretativos) no qual fica evidente um conceito mediador. Esta forma de prática historiográfica permite que o leitor avalie a eficácia da perspectiva interpretativa. Produz-se uma forma de história na concepção perspectivista, longe da falsa neutralidade discursiva ou mesmo do dogmatismo aparente.

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Autor(es) Relacionado(s):

Dagmar Manieri, Ana Paula de Jesus

Organizador(es):

EDITORA

Brazil Publishing

LINGUAGEM

Português

ANO

2019

PÁGINAS

158

TAMANHO

16x23 cm

ISBN - LIVRO DIGITAL

978-65-5016-078-4

DOI

10.31012/978-65-5016-078-4

Descrição

A história empírica que desvenda os documentos consiste em um dos primeiros postulados da história como “ciência”. Tucídides, nesse caso, instituiu um princípio importante para o campo da história que consiste no juízo crítico das fontes. Já em seu segundo passo, a escrita da história, apresenta novos desafios. Por longo período, o discurso histórico fundamentado em fontes representava uma forma de “realismo”. A história deveria espelhar o passado. Mas a partir do século XIX, o historicismo e as ideias de Nietzsche revolucionam a forma de se fazer a história. A história não deve ser mais o espelho das ações pretéritas dos homens. Ela se problematiza ao incorporar a dimensão do presente. Aqui duas frases são importantes. Primeiro em Hegel, que afirma que o “homem sempre encontra a si mesmo nas coisas”; depois, Nietzsche que enfatiza que não “existem fatos, mas interpretações”. Desde o século XIX a história perde sua inocência. No século XX, o estruturalismo será outro desafio para a história. Desde o surgimento da noção de estrutura (com a repercussão na produção de Fernand Braudel) até a concepção de discurso como uma produção social em Michel Foucault e Michel de Certeau, a história tornou-se uma forma de reflexão.

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