Liberalismo econômico e ditadura militar: controvérsias em "quem é quem na economia brasileira (1967-1977)"

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A obra discute o pensamento empresarial e liberal brasileiro a partir do anuário “Quem é quem na economia brasileira” publicado pela Editora Visão entre os anos 1967 e 1977. O objetivo é tratar as tensões criadas pelos grupos empresariais contra o avanço das empresas estatais e das empresaras multinacionais no que foi chamado de “falácia dos espaços vazios”.

  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2020
  • Tamanho: 14x21 cm
  • Páginas: 256
  • ISBN: 978-65-87836-04-1
  • eISBN: 978-65-87836-05-8
  • DOI: 10.31012/978-65-87836-05-8

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Descrição

Este livro tem como objetivo analisar as tensões existentes entre capital privado nacional, capital estrangeiro e capital estatal a partir de uma publicação produzida e gerida por liberais, o anuário “Quem é quem na economia brasileira”, publicação do Grupo Visão. Os liberais que escreviam para o anuário, sobretudo figuras como Said Farhat e Henry Maksoud, tratavam de temas controversos como o antiestatismo e o papel do capital estrangeiro na economia nacional. O recorte temporal visa compreender o período de otimismo marcado pelo jargão do “milagre econômico” iniciado em 1967 até sua crise em 1974, abrangendo o início da redemocratização, tornando possível perceber como os intelectuais liberais que escreviam para o anuário se posicionavam perante a intervenção do Estado na economia. Estes movimentos não são fixos no tempo, existem momentos de aproximação e de distanciamento em relação ao apoio e crítica ao governo militar brasileiro, além de oscilações no pensamento liberal. Teoricamente nos amparamos em autores como Pierre Bourdieu para trabalhar a noção de campo e habitus, Jean-François Sirinelli para mapearmos a rede entre os intelectuais que participavam da revista. Para a discussão a respeito de ideologia coube as contribuições de Andrew Heywood, Raymond Willians e Antonio Gramsci, e para a discussão do ciclo ideológico do desenvolvimento brasileiro utilizamos como baliza teórica as reflexões de Ricardo Bielschowsky. No que se refere ao campo historiográfico, inserimos esta pesquisa no campo da História Política e História das ideias, contribuindo para a compreensão do pensamento liberal brasileiro durante os anos da ditadura militar, percebendo seus movimentos e anseios.