“Os filhos de Eva”: crianças e adolescentes pobres à sombra da delinquência e da desvalia em Florianópolis - 1900/1940

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Esta obra analisa os discursos de intelectuais, juristas e autoridades públicas sobre crianças e adolescentes pobres em Florianópolis nas primeiras quatro décadas do século XX. A tônica desses discursos apontava que crianças e adolescentes pobres eram sinônimos de “desassistidos” e/ou “pervertidos”, que deveriam ser controlados e, quando necessário, corrigidos.

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  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2020
  • Tamanho: 16x23 cm
  • Páginas: 242
  • ISBN: 978-65-5861-279-7
  • eISBN: 978-65-5861-278-0
  • DOI: 10.31012/978-65-5861-278-0

Informação adicional

Peso 400 g
Dimensões 160 × 230 × 14 mm
Tipo do Livro:

E-book, Livro Físico

Autor(es):

Organizador(es):

Descrição

Esta obra analisa os discursos de intelectuais, juristas e autoridades públicas sobre crianças e adolescentes pobres em Florianópolis nas primeiras quatro décadas do século XX. Para o saber pedagógico presente no país a partir do início do citado século, a infância teria uma “plasticidade natural”, portanto suscetível a ser moldada. Sendo assim, moldar a criança, ajustando-a aos ideais de uma sociedade “civilizada”, torna-se o pivô de discursos inflamados nas Assembleias das Câmaras Estaduais e do Congresso Federal, bem como do meio intelectual. Na tônica desses discursos, crianças e adolescentes pobres passaram a ser sinônimos de “desassistidas” e/ou “pervertidas”, portanto tais discursos oscilavam entre a defesa dessas crianças e adolescentes pobres e a proteção da sociedade contra eles, que também “representavam” uma ameaça à “ordem e ao progresso” do país. Ao analisarmos as vivências dessas crianças e adolescentes, penetrarmos em um mundo de “coitados” e “perigosos”, bem como em uma rede de intrigas, na qual não apenas os “menores” eram alvo de um projeto de exclusão promovida sob a égide do discurso da inclusão diferenciada, mas todos os que representavam ser o “outro”, o “desviante”, que não se enquadravam no sistema de normas que, naquele momento, se queria universal e absoluto.