Quando os corpos se invadem: Merleau-Ponty às voltas com a psicanálise

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Este livro busca realizar um exame crítico do debate do filósofo Merleau-Ponty com as teorias psicanalíticas contemporâneas a ele, mostrando como tal foi determinante no desenvolvimento de seu pensamento. Não se trata de mostrar que há somente uma convergência entre a sua interpretação da psicanálise com a fenomenologia, mas uma verdadeira necessidade de diálogo.

  • Editora: Brazil Publishing
  • Idioma: Português
  • Ano: 2020
  • Tamanho: 16x23 cm
  • Páginas: 554
  • ISBN: 978-65-86854-42-8
  • eISBN: 978-65-86854-53-4
  • DOI: 10.31012/978-65-86854-53-4

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Descrição

“O livro de Manzi é mais do que uma apresentação da obra e dos conceitos fundamentais da filosofia de Merleau-Ponty. Porque aqui houve um encontro em que algo se criou como resultado da ação do tempo na produção de uma corporeidade de um pensamento que apenas nele pôde coagular. Afinal, se o livro foi escrito por Manzi, sabemos também que Manzi foi escrito pelo livro. (…) Convido a leitora e o leitor a parar comigo na epígrafe que abre o livro e perder-se, por alguns instantes: “Será que o espaço do mundo, onde nos dissolvemos, tem o nosso sabor?”. Leio com calma e mais uma vez e mais espaçado… Será … que o espaço do mundo… onde nos dissolvemos… tem… o nosso sabor? Esta poesia de Rainer Maria Rilke, escolhida para fazer a abertura do livro, quando lida novamente ao final desta escrita, ganha um novo sentido no (re)encontro que se faz na sedimentação das palavras no corpo através da escrita. E, imersa nesta intercorporeidade, sou levada a um pequenos desvio narrativo por meio de um pensar poroso, um “pensar através da pele” (Marília Pisani)”.